Mário Motta quer incentivar sociedade a participar da escolha de emendas
De acordo com o parlamentar, o processo de escolha será feito de forma impessoal e transparente
De acordo com o parlamentar, o processo de escolha será feito de forma impessoal e transparente
O deputado Mário Motta (PSD) foi à tribuna da Assembleia
Legislativa na manhã desta quinta-feira (13) para anunciar o lançamento do
edital “Emenda Participativa”, por meio do qual pretende abrir à sociedade o
processo de escolha das emendas às quais cada mandato parlamentar tem direito
na composição do orçamento estadual de cada ano.
“Esse edital tem como objetivo selecionar projetos
eficientes a serem financiados por meio desta verba pública que são as ditas
emendas impositivas e que eu pretendo chamá-las de participativas a partir de
então, visando contribuir para a melhoria da vida do cidadão e de suas
comunidades por todo o estado de Santa Catarina.”
As inscrições para o edital já estão abertas e podem ser
feitas até o dia 22 de agosto, por meio do site
www.deputadomariomotta.com.br/emendas, com os resultados sendo divulgados em 2
de outubro. Podem participar do certame órgãos e instituições públicas
estaduais, municípios e instituições sem fins lucrativos.
Ainda de acordo com o parlamentar, o processo de escolha
será feito de forma impessoal e transparente, mas reservando a maior parte das
emendas a projetos que atendam os municípios com menor Índice de
Desenvolvimento Humano (IDH).
“Eu quero estimular a todos a não perderem a oportunidade de
apresentar um projeto e de ajudar a construir um futuro melhor para a sua
cidade ou para qualquer região de Santa Catarina.”
Em aparte, alguns deputados já manifestaram apoio à ação.
“Quero parabenizar a sua iniciativa e acredito que é muito
louvável. Talvez as emendas participativas corrijam o fato de que alguns locais
do estado não recebem verbas por não terem força política”, disse Tiago Zilli
(MDB).
“Parabéns pela atitude inovadora. Todos ganham com ela”,
acrescentou o deputado Sérgio Guimarães (União).
Preconceito e ódio
O deputado Carlos Humberto (PL) utilizou a tribuna para declarar que realizou
uma indicação à Polícia Federal e à Procuradoria da República para que
investiguem um possível caso de crimes de preconceito e incitação ao ódio no
estado.
O alvo da citação, do qual o parlamentar não apresentou o
nome, é um homem que, por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, teria
utilizado o recente ataque à creche de Blumenau para qualificar os
catarinenses, e a população da região Sul do país, de fascistas e aficionados
por armas.
“Esse tipo de atitude deve e merece ser combatida e
denunciada pelo Parlamento catarinense, pois traz o ódio, traz o crime e traz a
discriminação”, disse Humberto.
Medalha Antonieta de Barros
Ana Campagnolo (PL) fez um desagravo às críticas que teria recebido de outra
deputada por ser indicada à Medalha Antonieta de Barros, concedida pela Câmara
de Vereadores de Florianópolis.
Segundo disse, ela teria sido acusada de não seguir os
valores libertários defendidos por Antonieta de Barros, e, portanto, não ser
merecedora da homenagem.
Utilizando trechos da biografia e de artigos acadêmicos
relacionados à primeira deputada negra do Brasil, Campagnolo declarou que a
autora das acusações é que não tem conhecimento do trabalho e histórico de vida
de Antonieta, que a seu tempo seria uma política conservadora, propagandista dos
valores morais e cristãos, e que, mesmo sendo defensora das mulheres, não se
alinhava com o movimento feminista.
“Não é vexatório eu receber essa medalha, deputada,
vexatório é a senhora subir à tribuna para dizer que admira uma mulher que não
conhece”, declarou.
Vistoria em escolas
Marquito (Psol) utilizou seu espaço na sessão para relatar as vistorias que tem
realizado nas escolas da região da Grande Florianópolis.
Segundo disse, grande parte das unidades visitadas
encontra-se em reformas, com os diretores tendo se dividir entre a gestão
escolar e o acompanhamento das obras. Com base nisso, ele informou que pretende
elaborar projeto de lei para instituir um protocolo sobre a realização de obras
em unidades escolares durante o funcionamento do ano letivo.
Outro problema relatado foi a falta de funcionários,
professores e auxiliares pedagógicos.
Ao final, ele convidou os demais parlamentares a realizarem
visitas às escolas das suas regiões e, assim, formarem em um panorama das
atuais condições da educação no estado e poderem instituir políticas públicas
mais adequadas ao setor.
”É fundamental termos os pés no chão, entendermos a
realidade escolar, entendermos a realidade desses professores, dessas diretoras
e diretores, para que consigamos legislar de forma adequada e assertiva. Para
que a gente não crie elefantes brancos que não vão ser aplicados.”
Trabalhadores domésticos
Rodrigo Minotto (PDT) destacou a passagem dos 10 anos de instituição da Emenda
Constitucional 72/2013. Segundo disse, a legislação ficou conhecida como “PEC
das Domésticas” por estabelecer a igualdade de direitos entre esta categoria e
os demais trabalhadores, como a fixação da jornada de trabalho e a concessão de
seguro desemprego, de aposentadoria por invalidez, e a obrigatoriedade de
recolhimento do FGTS por parte dos empregadores.
Em outro ponto, ele afirmou que, apesar da conquista, o
respeito à legislação ainda deixa a desejar, com Santa Catarina apresentando
103 mil trabalhadores domésticos ainda na informalidade, sem registro na
carteira de trabalho e sem garantias e direitos trabalhistas.
“Faço esse registro para lembrar e, ao mesmo tempo,
comemorar os 10 anos desta Emenda Constitucional. Muito ainda temos que avançar
e a construir, mas nunca é demais sonhar para que se tenha um futuro cada vez
melhor para cada um de nós cidadãos, brasileiros e catarinenses.”
Atendimento das demandas
Massocco (PL), líder do governo na Assembleia Legislativa, buscou rebater as
críticas dirigidas ao governador Jorginho Mello (PL) no momento em que completa
100 dias de gestão.
Segundo disse, a demanda por obras e ações em diversas áreas é comum a qualquer administração pública, mas que a sociedade deve levar em conta a limitação de recursos existente e procurar avaliar o governo somente no final dos seus quatro anos de vigência. “O que não dá é vir aqui e achar que o governador Jorginho Mello vai resolver todos esse problemas em 100 dias. Isso requer tempo e a participação de todos. Então não dá para fazer politicagem, jogar para a torcida e fazer cobranças exaustivas.”
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